Janeiro Roxo: mês de conscientização sobre a Hanseníase

A Hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae e que se não tratada pode deixar sequelas. Mais de 90% dos casos da enfermidade na América Latina estão concentrados no Brasil, que é o segundo país a maior incidência – perdemos apenas para a Índia. Tal posição no ranking reforça a necessidade da campanha Janeiro Roxo de esclarecimentos à população.

Os sintomas da Hanseníase levam, em média, de 2 a 7 anos para aparecerem e geralmente iniciam com manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, com alteração de sensibilidade à dor, ao tato e ao quente e ao frio. Podem aparecer também áreas dormentes, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal.

Quando antes diagnosticada, mais rápida é a recuperação do paciente com Hanseníase e por isso diante do aparecimento de qualquer sintoma, a orientação é que uma dermatologista seja consultada para avaliação.

O tratamento é realizado com antibióticos por um período que varia de seis meses a um ano. Logo após a primeira dose da medicação, não há mais risco de transmissão.

Preconceito

A Hanseníase que há milhares de anos foi conhecida como lepra, não tinha um tratamento tão eficiente como os dias atuais e exigia isolamento dos pacientes por longos períodos, situação que resultou em preconceito, infelizmente, presente até os dias de hoje. “Além do paciente lidar com a doença, precisa enfrentar o preconceito histórico da doença. A única forma de evitarmos essa situação é com a informação e por isso a importância do Janeiro Roxo”, destaca a dermatologista Solange Emanuelle Volpato.

Transmissão

A transmissão da Hanseníase ocorre pelo contato prolongadoefrequente com uma pessoa infectada e que não esteja em tratamento. A bactéria é transmitida pelo sistema respiratório superior quando o infectado fala, tosse ou espirra, por meio da saliva e secreções nasais.

“Apertar a mão de uma pessoa com Hanseníase, por exemplo, não irá transmitir a doença, pois isso não ocorre pelo contato físico”, alerta Solange.

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Dra. Solange Emanuelle Volpato Steckert
Dermatologia | CRM/SC 15086 | RQE 16474

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