Síndrome de Burnout: Cinco sinais de que você precisa desacelerar no trabalho

O esgotamento profissional tem ganhado proporções tão grandes que recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu na Classificação Internacional de Doenças (CID) a Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional. Foi a primeira vez que o tema entrou na classificação do CID- uma codificação padrão para as doençasem todo o mundo.

De acordo com o médico clínico e tesoureiro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), Carlos Roberto Seara Filho, o estresse pode causar diversos problemas físicos e mentais no indivíduo e por isso é preciso estar atento ao momento de desacelerar. “Em alguns casos é recomendada a avaliação médica e tratamento com medicamentos e terapia. Mudanças nos hábitos, prática de exercícios físicos e atividades prazerosas são fatores que contribuem para driblar o problema”, explica.

Carlos lembra que o corpo costuma dar sinais de que as coisas não vão bem. Veja cinco deles:

1-    Infecções frequentes: O indivíduo que constantemente fica doente (febre, mal-estar e diarreia) precisa de atenção, pois o estresse crônico – quando o organismo fica instável por semanas ou meses, interfere no sistema imunológico.

2-    Glicose elevada: Em situações que o corpo entende como perigosas, uma das primeiras reações do fígado é liberar mais glicose com o intuito de fornecer energia às células. O perigo neste caso, especialmente para quem tem uma predisposição ao diabetes, é a elevação da glicemia.

3-    Ganho de peso:  A secreção elevada de cortisol e insulina, associada a redução de outros hormônios, como o GH e a testosterona, pode contribuir para o aumento de peso. Comer demais para compensar as emoções também resulta nos quilos a mais.

4-     Pressão alta – O aumento da pressão arterial ocorre em momentos em que é necessário agir com rapidez e é por isso que o coração também bate mais forte. Se o estresse for contínuo, a pressão também será e ao longo prazo, a hipertensão arterial pode se instalar de vez e, como consequência, aumentar o risco de doenças cardíacas.

5-     Dores pelo corpo –  Dores de cabeça, na região do pescoço e do ombro são as mais comuns. Em casos mais graves, o estresse crônico está associado a fibromialgia.

“Outros sintomas como insônia, depressão, irritabilidade, agressividade, mudanças de humor, lapsos de memória, pessimismo e baixa autoestima também podem estar ligadas ao esgotamento profissional e merecem atenção”, orienta o médico.

Os profissionais da área da saúde, professores, advogados, jornalistas, bombeiros, policiais, advogados e agentes penitenciários estão entre os indivíduos mais propensos a desenvolverem a Síndrome de Bournout.

Fonte: Viva Bem