Pés das crianças exigem atenção

Sapatinhos das mais variadas cores e estilos enchem os olhos dos papais, avós e padrinhos, não é mesmo? Ocorre que, como o pé da criança nos primeiros anos de vida está em desenvolvimento, é preciso acompanhar e tomar alguns cuidados na escolha dos calçados.

O recém-nascido tem ossos formados principalmente por matrizes de cartilagem que ainda não estão calcificadas completamente. Associado a isto, a frouxidão ligamentar torna seus pés muito flexíveis e apresentam-se planos. O arco plantar começa seu desenvolvimento desde o início da marcha com o seu ápice por volta dos 6 anos.

O fator mais importante a ser avaliado é a presença de dor que geralmente está relacionada à queixa de cansaço nas pernas durante a marcha. Também devemos estar atentos à rigidez das articulações nos pés e que apresenta piora progressiva da deformidade do pé para fora. Criança com pés rígidos (bloqueio das articulações do pé para dentro e para fora) queixam-se de piora do incômodo com o avançar da idade, principalmente, após alguma atividade física mais intensa.

O ortopedista é o profissional capacitado para avaliar e orientar nestes casos. O uso de palmilhas pode ser indicado em casos específicos e a cirurgia apenas em casos mais extremos.

Veja o desenvolvimento do pé da criança

O até os 9 meses (não caminha) – nos primeiros meses de vida, os pés são estruturas sensitivas: a criança ainda não caminha, portanto, as meias e os calçados têm por objetivo o conforto e proteção ao frio. A criança nesta faixa etária deve ficar descalça a maior parte do tempo possível, assim como a mobilização das articulações pelos pais, estimulando maturação dos pés e consequentemente, a marcha.

9 a 12 meses (engatinhar) – nesta fase a criança começa a engatinhar e por isso as meias e os calçados deverão ser flexíveis na sola, confortáveis e bem estruturados na sua forma no dorso do pé. O solado deve ser antiderrapante para proteger de quedas e ajudar a criança a ter melhor estabilidade para o apoio do pé ao solo.

1 a 6 anos (marcha) – Neste período o pé apresenta-se fisiologicamente plano, devido à hiperfrouxidão ligamentar, situação que fica mais proeminente com o apoio do pé com queda do arco, o qual é ocupado por uma gordurinha na sua face medial e plantar, com o estimulo dos primeiros passos e com a maturação cerebral e do equilíbrio na marcha. A formação do arco medial tem desenvolvimento progressivo, principalmente até os 5 anos, e apresenta melhora de menor intensidade até os 10 anos. Estimular a maior sensação do toque do pé ao solo, promovendo caminhadas em vários tipos de superfícies de apoio e em áreas irregulares são formas de estimular constantemente a formação do pé.

Fonte: Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé

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Dr Mario Kuhn Adames 
Ortopedia e Traumatologia 
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