FMB discute Revalida “ligth” e carreira para médicos no MS

Wilson Machado, Claudia Beatriz Andrade Silva, Tadeu Calheiros, Mayra Pinheiro, Casemiro do Reis Junior, Malu David e Janice Painkow

O presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Casemiro dos Reis Junior, acompanhado de dirigentes da Entidade, participou em Brasília, na sede do Ministério da Saúde, de reunião com a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Mayra Pinheiro.

“Discutimos sobre a proposta de carreira de Estado para médicos e esclarecemos as dúvidas em relação à implantação de um Revalida ‘Light, proposta  que foi completamente descartada pela secretária”, declarou Casemiro. De acordo com Mayra, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, constituiu um grupo de trabalho para elaborar uma proposta para reestruturar o exame.

Reunião no Ministério da Saúde

A secretária informou que a aplicação do exame seria realizada duas vezes por ano, uma em cada semestre. Para dar mais agilidade ao processo, identificou-se a necessidade alterar alguns critérios, entre eles, ao invés de entregar no primeiro momento a documentação exigida, o postulante à revalidação do diploma seria submetido primeiro à prova. Alcançando o índice necessário, a próxima etapa seria a análise da documentação, essa inversão no processo representaria mais agilidade na seleção de profissionais, mantendo as mesmas características de rigor e critério, valorizando a qualidade de quem quer exercer a medicina no Brasil.

A proposta da carreira para o médico foi elaborada pela SGTES, não seria mais de estado, mas sim federal, o que agilizaria a sua aprovação. O projeto será encaminhado para estudos de viabilidade econômica e implantação.  O profissional começaria pela atenção básica, em lugares de difícil provimento, reconhecidos pelo Ministério da Saúde como Brasil profundo. A remuneração inicial seria a indicada pelas entidades médicas, em torno de R$ 14 mil mês, que será acrescida de adicionais conforme a distância e dificuldades de acesso para a inserção do profissional. Ao todo seriam 11 mil vagas, substituindo por completo os profissionais dos Mais Médicos, com progressão de carreira até o teto salarial do executivo. Uma carreira de dedicação integral e não exclusiva de 40 horas.

Participaram da reunião, representando a FMB, a vice-presidente Janice Painkow, o secretário Geral Wilson Machado, a secretária de Finanças Malu David, o secretário de Educação Médica e Formação Profissional, Tadeu Calheiros e a presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco Cláudia Beatriz Andrade Silva.