20% da população apresenta algum tipo de intolerância alimentar

As mais comuns são as da lactose, frutose e carboidratos de cadeia curta fermentáveis

               É difícil conhecer alguém que não sofra ou tenha alguma intolerância alimentar. De acordo com o coloproctologista, Alvaro Steckert Filho, médico do Gastro Medical Center, em Florianópolis, não existe uma tendência a ser mais comum em homens ou mulheres.

               “Aproximadamente 20% da população apresenta intolerância a algum ou alguns alimentos. Esse percentual é maior em pessoas com síndrome do intestino irritável e outros distúrbios gastrintestinais”, explica o médico.

               Segundo Alvaro, a intolerância alimentar se dá quando a pessoa tem dificuldade de digerir ou metabolizar certos alimentos.  Para o coloproctologista, as intolerâncias mais comuns são as da lactose (que é a  incapacidade do organismo de digerir o açúcar presente no leite), frutose (dificuldade de absorver alimentos que têm este tipo de açúcar na composição, como frutas, legumes e vegetais) e de carboidratos de cadeia curta fermentáveis, definida pela sigla em inglês FODMAPs (Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols, em português: Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis Fermentáveis). Ao ler pode parecer algo complexo, mas é simples: são carboidratos de cadeia curta, de difícil absorção e rápida fermentação que aumentam a produção de gases, além de causar cólica, inchaço na barriga e desconforto intestinal.

               “Existem outras intolerâncias menos conhecidas, como as causadas pela deficiência de G6PD e de álcool desidrogenase. Mas com certeza, a intolerância à lactose é de longe a causa mais frequente e relatada no consultório”, destaca Alvaro.

               Atualmente existe uma busca maior ao diagnóstico exato dos sintomas dos pacientes. Para o médico, a intolerância à lactose sempre existiu, mas as pessoas não relacionavam os sintomas com a ingestão de leite e derivados. Os sintomas mais comuns envolvem o trato gastrintestinal: flatulência, inchaço, dor abdominal, cólicas, diarreia e constipação. Algumas pessoas apresentam episódios de cefaleia e enxaqueca quando há ingestão de alimentos aos quais são intolerantes.

               “É importante investigar quando não se sabe quais as causas para os sintomas. Ainda mais quando os sintomas prejudicam as atividades diárias ou sempre que há uma mudança no organismo: quando a pessoa já fazia uso corriqueiro do alimento e, subitamente, iniciam com sintomas ao comer esses alimentos”, destaca.

               O tratamento mais simples para as intolerâncias alimentares, seja qual for, é evitar ingerir os alimentos aos quais apresenta intolerância. Para algumas, como é o caso dos derivados de leite, pode ser feito o uso da enzima lactase, que degrada a lactose e elimina os sintomas relacionados. “Para o intolerante ter uma vida saudável é importante analisar as intolerâncias no contexto clínico, pois alguns casos não dispõem de tratamento, isso quando se faz necessário tratar”, completa.

Glúten

                Segundo o coloproctologista, o que é chamado de intolerância ao glúten não corresponde a uma doença em si.  Para o médico, quando o paciente apresenta sintomas com a ingestão de glúten é importante diferenciar se há doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade ao glúten não-celíaca.

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