Hemorroidas: a doença do preconceito

A doença hemorroidária é tão antiga quanto as primeiras civilizações humanas: o termo, de etimologia grega (Haemos= sangue, Rhoos=derramar) oriunda de um tempo em que Hipócrates acreditava ser função desta a eliminação dos “maus humores” do organismo.

Sabe-se hoje que as hemorroidas são coxins do canal anal, com muitos vasos sanguíneos, naturalmente presentes em todas as pessoas. Estes coxins possuem a função de auxiliar a segurar as fezes e os gases intestinais. Entretanto, quando aumentam de volume e trazem algum sintoma ao paciente, denominamos de doença hemorroidária.

Extremamente comum na população geral, afetando ao menos 5% das pessoas, costuma parecer ao fim da segunda e terceira década de vida. Os fatores que contribuem para sua manifestação são: constipação, diarreia, gestação, idade, aumento da pressão intra-abdominal e fatores hereditários.

Os sintomas das hemorroidas a variam muito entre as pessoas, sendo mais comuns: sangramento, deslocamento da mucosa, dor, descarga de muco, dificuldade na higiene após a evacuação, sensação de evacuação incompleta, deformidade estética, dentre outros.

É importante diferenciar a doença hemorroidária de outro quadro bastante comum: a trombose hemorroidária. A trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro dos vasos sanguíneos, ficando aprisionado e aumentando rapidamente o volume da hemorroida, gerando muita dor e desconforto ao paciente subitamente.

O diagnóstico da doença hemorroidária se faz em consulta médica, associando a história do paciente com o exame físico. De acordo com os sintomas presentes, alguns exames complementares podem ser necessários – em especial a colonoscopia e a retossigmoidoscopia – para excluir outras doenças.

O tratamento da doença hemorroidária deve ser voltado às queixas do paciente. Medidas que diminuam o esforço e o tempo evacuatório, medicações que diminuam o volume e o sintoma das hemorroidas e ainda a utilização de ducha higiênica auxiliam nos sintomas mais comuns.

Parte dos casos requerem tratamento menos conservador, seja com a utilização de ligadura elástica, seja com cirurgia tradicional ou minimamente invasiva. É importante que haja uma conversa franca entre médico e paciente, para que se determine exatamente o que o paciente anseia, indicando-se o melhor tratamento para cada caso. Antes de tudo, o paciente precisa ter consciência de que o quanto antes procurar o profissional, o quanto antes de livra do incômodo.

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