Estresse e fadiga crônica: o que fazer?

012 Banner estres e fadogaNum mundo cheio de desafios, o estresse ajuda a tomar decisões e encarar desafios, mas quando ele é constante gera desgastes emocionais e físicos. Sintomas de cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares, dor de cabeça, dificuldades de concentração, alteração do apetite, perda de iniciativa e irritabilidade, são pontos de partida para a investigação. Deve-se fazer uma análise médica apurada para o diagnóstico diferencial com outras patologias.

Este estado crônico de estresse e fadiga pode levar a outras doenças tendo em vista um possível comprometimento do sistema imunológico responsável pelas defesas do organismo. O tratamento consiste em identificar as causas e corrigi-las. Investir em qualidade de vida, gerenciar o estresse e fazer exercícios regularmente são o básico.

Um equívoco clássico é apelar para os estimulantes. O excesso de cafeína pode dar um alívio inicial, mas a longo prazo pode agravar o problema. É importante fazer um investigação médico-nutrológica para verificar se há carência ou excesso de determinados nutrientes e fazer as correções necessárias.

Vários trabalhos científicos têm apresentado o uso de adaptógenos como medida complementar ao tratamento. Assim os holofotes se voltam para a Rhodiola rosea L, um típico fitomedicamento adaptógeno, ou seja aquele que aumenta a capacidade do indivíduo de se adaptar a agentes causadores de estresse físico ou mental. Em suma, os estudos mostram que ela aumenta a resistência do indivíduo ao estresse físico e mental com melhora da performance e redução de dano.

Rhodiola rosea L ficou “famosa” pelo uso em atletas, mas é usada na medicina chinesa e o primeiro relato foi feito pelo médico grego Dioscorides em 77 DC. Hoje há várias publicações científicas pelo mundo que comprovam sua eficiência como os referentes à melhora do desempenho físico e mental, além de redução da síndrome da fadiga por estresse.

As propriedades da Rhodiola rosea L estão mencionadas no European Food Safety Autority com a recomendação: contribui para ótima atividade mental e cognitiva.

O que torna esse fitomedicamento interessante é que ele não funciona como um estimulante que pode gerar insônia e outros efeitos colaterais, ao contrário, além de não apresentar este efeito colateral, a Rhodiola melhora a fadiga e o processo de recuperação após exaustivos exercícios.

Mas é claro que não é para sair comprando e tomando indiscriminadamente. Como é um fitomedicamento, deve-se passar antes por uma consulta médico-nutrológica, para ser feito o diagnóstico correto do que está incomodando o paciente e analisar se a Rhodiola é uma boa opção, se não há contraindicação e qual a dose e em que horário seriam mais adequados para cada caso.

Dr Alessandre Tramontim – Médico Nutrólogo – CRM SC 9036 – RQE 13049 – Título de Especialista pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Nutrologia